Fazer cabeçalho no caderno antes de iniciar as lições heim???
TRABALHO
Todos receberam um livro de leitura junto ao kit que foram buscar
na escola certo? Vocês irão ler esse livro e preencherão a Ficha de
Leitura que veio dentro dele. Entregarão na volta às aulas, na mão
da professora OK?
Qualquer dúvida, me perguntem.
FAÇA OS EXERCÍCIOS ABAIXO CONFORME O QUE SE PEDE:

4.) CRIE UMA HISTORIA "CONTO" BEM BONITO E SIGA OS PASSOS
(PALAVRAS) UTILIZADOS ABAIXO. AH... FAÇA UM DESENHO

5.) LEIA E RESPONDA:
6.) LEIA E RESPONDA AS QUESTÕES:
7.) TREINEM LETRA CURSIVA. COPIEM O TEXTO ABAIXO.
PRESTEM ATENÇÃO AS LETRAS MAIÚSCULAS E MINUSCULAS E
OBEDEÇAM AS LINHAS E OS SINAIS DE PONTUAÇÃO.
CAPRICHEM!!!


SÃO PAULO, 25 DE MAIO DE 2020
PARA REALIZAÇÃO DA PROVA AAP DE PORTUGUÊS, VAMOS FAZER A LEITURA DO SOLDADINHO DE CHUMBO!!
O soldadinho de chumbo
Um menino ganhou de
presente de aniversário uma caixa de papelão com vinte e cinco soldadinhos de
chumbo, todos
iguaizinhos. Um deles
era perneta, pois
durante a fabricação havia faltado chumbo
para terminar a outra perna.
Mas o soldadinho perneta logo aprendeu a ficar em pé sobre
aquela única perna e não
fazia feio ao lado dos
irmãos.
O menino
colocou os soldadinhos no quarto, enfileirados sobre uma mesa, ao lado dos outros brinquedos.
Naquele quarto
havia muitos outros
brinquedos, mas o mais
belo era uma bailarina que estava em pé na porta de um castelo. Seu lindo rosto era emoldurado por longos cabelos
negros, pre- sos por uma tiara enfeitada com uma pequenina pedra azul. Aquela
atraente bailarina mantinha os braços erguidos sobre a cabeça e uma das pernas
tão dobrada para trás, que acabava escondida pela saia de tule.
O soldadinho a olhou longamente e pensou que aquela jovem tão linda
tivesse uma só perna, assim
como ele.
À noite,
antes de deitar, o menino
guardou os soldadinhos, mas não percebeu
que aquele de uma
só perna caíra
atrás da caixa.
À meia-noite, todos os brinquedos
animaram-se e começaram a aprontar uma enorme
bagunça. As bonecas
organizaram um baile,
enquanto o giz da lousa desenhava
bonequinhos nas paredes. Os soldadinhos de chumbo,
fechados na caixa,
golpeavam a tampa,
querendo sair e participar da festa.
Somente o soldadinho de uma perna só e a bailarina não saíram
do lugar.
O soldadinho não conseguia parar
de olhar aquela
maravilhosa jovem. Queria
conhecê-la para ficarem
amigos. Estava começando a se apaixonar.
Na manhã seguinte, o menino tirou os soldadinhos de chumbo da caixa, recolheu aquele de uma perna só, caído atrás da caixa,
e os arrumou
perto da janela. De repente, um vento forte soprou e o soldadinho perneta
caiu de cabeça na rua.
O menino
foi logo procurar o soldadinho, mas não o encontrou.
Algum tempo
depois caiu uma forte chuva:
um verdadeiro temporal. Quando a tempestade foi cessando, e o céu limpando um pouco, chegaram dois
meninos que estavam
se divertindo na chuva.
— Olhe, um soldadinho! — disse um deles.
— Vamos colocá-lo num barco de papel? — perguntou
o outro. E assim fizeram. Com uma folha
de jornal construíram um barquinho e colocaram o soldadinho para
navegar na enxurrada. O soldadinho de chumbo procurava manter o equilíbrio en-
quanto o barquinho flutuava na água lamacenta.
De repente, o barquinho foi jogado num bueiro e continuou
seu caminho, agora subterrâneo, numa imensa escuridão. O co- ração
e o pensamento do soldadinho estavam voltados à linda bailarina que, imaginava, talvez nunca mais
poderia ver.
Mais adiante,
a água do esgoto chegara
a um rio. As águas
agitadas fizeram o frágil
barquinho virar e rapidamente o soldadi-
nho de chumbo afundou.
Mal tinha
chegado ao fundo,
apareceu um enorme
peixe que, abrindo a boca, o engoliu.
O soldadinho se achava novamente numa imensa escuridão, agora no estômago do peixe. Nada
podia fazer; então,
lembrava-
-se da bailarina amada.
“O que estará fazendo
a linda bailarina? Será que ela ainda se lembra de mim?”, pensou com
tristeza o soldadinho.
Muito tempo
se passou, até que num determinado momen- to a escuridão repentinamente desapareceu.
O peixe havia sido fisgado
por um pescador, levado
ao mer- cado e vendido
a uma senhora, justamente à mãe do menino. Ela estava limpando o peixe quando
encontrou dentro dele o solda-
dinho. Surpresa, entregou o brinquedo ao filho.
O menino lavou
o soldadinho com
água e sabão
para tirar o cheiro de peixe.
Depois levou-o novamente ao quarto.
O soldadinho foi colocado
sobre a mesma mesa onde estava antes
de voar pela
janela. De lá,
avistou a bailarina, mais bela do que nunca.
Ele olhou para a bailarina, ainda mais apaixona- do, e ela olhou para
ele, mas não
trocaram palavra algu-
ma. Se pudesse,
ele contaria sobre
a aventura vivida,
certo de que a linda
bailarina teria apreciado sua coragem e, quem sabe, até
se casaria com ele.
O garotinho
brincava no quarto,
quando, de repente,
sem nenhum motivo,
agarrou o soldadinho de chumbo e o atirou
na lareira acesa.
O soldadinho sentiu
um forte calor. A única perna
que pos- suía foi amolecendo e as belas cores do uniforme, desaparecendo.
Triste, ele
lançou um último olhar para a bailarina
e sentiu que seu coração
de chumbo começava
a derreter.
Naquele momento, uma forte rajada
de vento fez voar a bailarina diretamente para a lareira, bem
junto do soldadinho. E, entre as chamas, ela desapareceu. O soldadinho também
se dissolveu completamente.


No dia seguinte, que tristeza! Entre
as cinzas da lareira, ha- via
um pequenino coração
de chumbo: era
tudo que restara
do soldadinho. Ele
fora fiel até
o último instante ao seu grande
amor.
Da pequena bailarina, só restou a minúscula pedra
azul da tiara, que antes brilhava
em seus longos
cabelos negros.
E
em algum lugar eles viveram juntos para sempre.
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